"Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis."

"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressiva e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso.
Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros...não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como outra pessoa, ou, o tempo todo, como uma possibilidade de resolver minha carência.
Fiquei tão só, aos poucos. Fui afastando essas gentes assim menores, e não ficaram muitas outras.

"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também."
Caio Fernando

Um comentário:

Inspire e Respire disse...

"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também."
Caio Fernando

PRA VOCE!

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